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"Descoberto o primeiro cometa com água semelhante à dos oceanos"

fonte
Foi publicada hoje na Naturlink, uma noticia extraida do ScienceDaily, que diz que foi recentemente publicada na revista Nature uma descoberta surpreendente relacionada com a origem da água terrestre.
O artigo recém-publicado dá a conhecer as primeiras evidências da existência de água como a conhecemos num cometa, apoiando assim a teoria que postula que corpos celestes deste tipo que contribuíram para a formação dos oceanos terrestres, acontecimento determinante para o aparecimento de Vida na Terra, contrariando assim a teoria que postula que foram apenas os asteroides que estiveram na origem das grandes massas de água salgada terrestres.




Para mais detalhes sobre esta noticia clique aqui

Zona entre marés - Fauna

Numa saída que realizei o ano passado, a uma praia na zona de Cascais, encontrei na zona intertidal (entre marés) vários indivíduos que fotografei.

 Ouriço do Mar (Paracentrotus lividus) em cima de inúmeras cracas (Chthamalus montagui)



Peixe - Familia Gobiidae


Estrela-do-mar-de-espinhos (Marthasterias glacialis)






Polvo



Peixe - Família Gobiidae






Estrela-do-mar-de-espinhos (Marthasterias glacialis)

Ofiurídeo




Ouriço-do-mar (Paracentrotus lividus)



Quotas de pesca em Portugal

QUOTAS DE PESCA AUMENTAM 6% EM 2012

Segundo o site do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, DO MAR, DO AMBIENTE, E DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO "Portugal saiu das negociações de pescas com um aumento global de 6% nas suas quotas no Conselho de Ministro das Pescas da União Europeia. «Desta vez aumentámos substancialmente (as quotas), mais 6% na globalidade», afirmou a Ministra Assunção Cristas, que considerou o resultado «muito positivo». A Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território destacou a quota de bacalhau, que sobe 240 toneladas (4%), «dentro de um quadro de pesca sustentável e respeitando todos os pareceres científicos». «Tudo isto reflete o poder de negociação do nosso país ao nível técnico e também ao nível político», afirmou, acrescentando que «as primeiras propostas da Comissão apontavam para uma redução global de 11%».
Em termos globais, Portugal saiu das negociações sobre as possibilidades de pesca para 2012 com um aumento nas quotas de areeiro (9%),

biqueirão (10%),

 pescada (15%), 

tamboril (110%, recuperando quotas perdidas em anos anteriores), 

verdinho (875% em águas territoriais e 531% no sul da Bretanha e Golfo da Biscaia). 


Nas águas dos Açores e Madeira, a quota de carapau - que é fixada por Portugal - sobe 4%,


a do atum voador diminui 22% 


e a do atum patudo aumenta 22%.


Os casos de diminuição da quota, «são casos com pouca expressão em Portugal e em que, normalmente, não cumprimos sequer a quota que nos está adstrita e que, portanto, não nos preocupam», afirmou a Ministra. Estes casos acontecem no carapau em águas espanholas (-1%), lagostim (-10%), raias (-9% nas águas territoriais e - 29% na Organização de Pescas do Atlântico Norte), cantarilho (-16%), palmeta (5%), abrótea (-17%), espadarte (-15%)."

Quem imita quem?



Um peixe que mimetiza um polvo, que por sua vez mimetiza outros peixes e cobras marinhas para passar despercebido aos predadores, com o objetivo de se afastar do buraco de areia em que se esconde em segurança, de forma a poder-se alimentar.

fonte: naturlink

Chave de Identificação das Tartarugas Marinhas


Bem eu já escrevi sobre os Golfinhos e Baleias que existem em Portugal, mas faltavam umas nossas muito queridas amigas (são mais elas amigas nossas do que nós delas infelizmente). As tartarugas marinhas. Como são só 7 as espécies de tartarugas marinhas, não vou só escrever sobre as que existem ou foram avistadas em Portugal, mas sim sobre todas visto que não são muitas. Não são a minha especialidade pelo que o que vou publicar neste e no próximo post vão ser com base em fontes que pesquisei. 

Neste será sobre a Chave de Identificação das Tartarugas Marinhas



















1a - Carapaça coberta por pele coriácea elástica, sem placas diferenciadas e com quilhas longitudinais patentes......................Dermochelys coriacea (tartaruga-de-couro)
1b- Carapaça coberta por placas bem diferenciadas..........2

2a - Placa nucal em contacto com a primeira costal............3
2b - Placa nucal separada da primeira costal......................4

3a - Placas inframarginais com poros glandulares.......................................................................5
3b - Placas inframarginais sem poros glandulares...Caretta caretta (tartaruga-boba)

4a - Cinco placas costais de cada lado.......... Lepidochelys kempii (tartaruga-de-Kemp)
4b - Seis ou mais placas costais de cada lado (excepcionalmente cinco)............................ Lepidochelys olivacea (tartaruga-olivacea)

5a - Dois pares de placas préfrontais........ Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-escamas)
5b - Um par de placas préfrontais...................... Chelonia mydas  (tartaruga-verde)



Tartarugas Marinhas

Primeiro há que referir 2 Subordens:
  • Pleurodira - não escondem o pescoço totalmente
                           - vertebras permitem um largo grau de movimentos laterais mas pouco cima/baixo
                           - têm 13 scutes no plastron da carapaça

  • Cryptodira - escondem totalmente o pescoço
                           - vertebras permitem mover o pescoço para cima e baixo mas pouco lateralmente
                           - têm 12 scutes


A subordem Cryptodira inclui a maioria de tartarugas vivas e cágados.

Dentro desta existem as duas Famílias que nos interessam neste post.


Família Cheloniidae

  • Tartaruga comum ou T. boba - Caretta caretta
Esta é a espécie mais comum em águas açoreanas. Estes animais passam os primeiros 6-12 anos da sua vida, fase vital denominada de estado oceânico ou pelágico, em águas portuguesas (Bjorndal et al. 2000, Bjorndal et al.2003a). As populações insulares são, portanto, compostas exclusivamente por indivíduos juvenis não maduros. (ICNB)

Apresenta 5 pares de placas costais, o anterior tocando a placa nucal.
Possui 5 pares de placas vertebrais.
Bico unguloso mais forte do que em outras tartarugas.










  • Tartaruga Verde - Chelonia mydas

Ao contrário de outros membros de sua família, como a tartaruga-de-pente e a tartaruga-comum, a tartaruga-verde é principalmente herbívora.
A seguir à tartaruga-de-couro, esta é a maior tartaruga marinha. Em média o comprimento da carapaça das fêmeas que nidificam na Florida é de 1 m. O seu nome comum tem origem na cor da sua gordura.


A carapaça apresenta 4 pares de placas costais. 
Possui 5 placas vertebrais.









  • Tartaruga de Escamas ou de Pente - Eretmochelys imbricata


Os adultos reconhecem-se facilmente pelas escamas sobrepostas da sua carapaça e pela margem posterior da carapaça extremamente serrilhada. As escamas apresentam, muitas vezes, riscas radiais castanhas e pretas sobre um fundo amarelo-âmbar. O comprimento da carapaça não ultrapassa os 115 cm. A cabeça é estreita, dotada de 2 pares de placas pré-frontais e seu bico tem a forma de um bico de falcão. 

O número de placas da carapaça é semelhante ao da tartaruga verde (Chelonia mydas): 
5 placas vertebrais, 
4 pares de costais (a primeira não toca na placa nucal).











  • Tartaruga de Kemp - Lepidochelys kempii 

Esta é a mais pequena das tartarugas marinhas. Todas as fêmeas de tartarugas-de-Kemp escavam os seus ninhos no Mexico, 95% na praia do Rancho Nuevo, onde em 1947 contaram 40.000 exemplares. Vinte anos mais tarde restavam apenas 2000. A recolha de ovos para fins gastronómicos foi a principal causa de declínio. Esta é a mais ameaçada das tartarugas marinhas. (fonte)

As fêmeas adultas medem apenas 60 a 70 cm de comprimento direito da carapaça e pesam 35 a 45 Kg. 
É constituída por 5 placas vertebrais,
5 pares de costais. 









  • Tartaruga olivácea - Lepidochelys olivacea

 A tartaruga-olivacea é por vezes confundida com a tartaruga de kemp (Lepidochelys kempii), devido às suas semelhanças morfológicas. 
O número de placas da cabeça e da carapaça é semelhante nas duas espécies. O corpo é menos achatado do que o da sua congénere e a carapaça apresenta as margens laterais voltadas para cima e o topo achatado. 







  • Tartaruga da Austrália - Natator depressus

Distribuição. As bolas a vermelho são zonas de postura.







Família Dermochelyidae


  • Tartaruga de Couro - Dermochelys coriacea


 A tartaruga-de couro é a maior de todas as tartarugas marinhas. Um animal adulto pesa em média 360 kg e possui uma carapaça com cerca de 1.6 m de comprimento, podendo atingir 3 m de comprimento total, ou seja, da ponta do bico até à extremidade da cauda. São grandes mergulhadoras, podendo descer aos 1000 m de profundidade. Ocorrem nos Açores quase todos os anos, sendo por vezes, infelizmente, encontradas afogadas embrulhadas em redes de pesca perdidas.


A sua carapaça é única na medida em que, em vez de placas duras, é coberta por uma camada contínua de pele fina e possui uma série de sulcos longitudinais (7 na região dorsal e 5 na face ventral). Outras características distintivas desta espécie são a ausência de unhas, as suas grandes barbatanas (com cerca de 1m nos adultos) e o reduzido esqueleto, já que muitos ossos presentes na carapaça das outras tartarugas estão ausentes na tartaruga de couro.

Faltam as placas de esmagamento e mastigação características das tartarugas marinhas que se alimentam de presas de corpo duro (Pritchard 1971). Em vez disso, elas têm dentes tipo cúspides e nítidas garras afiadas que estão adaptados para uma dieta de presas de corpo mole pelágicas, tais como medusas. A boca e a garganta também têm espinhos para trás que ajudam a reter a presa gelatinosa.

Guia de Campo da Fauna e Flora Marinha de Portugal

Chegou hoje o meu Guia via correio. Adoro!



Sinopse: Guia de campo sobre a biodiversidade marinha de Portugal, incluindo a costa continental e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Profusamente ilustrado, com mais de 500 fotografias, retrata 460 espécies marinhas que ocorrem nas regiões costeiras de Portugal.
Elaborado por Vasco Ferreira, biólogo e mergulhador, com a colaboração de alguns dos maiores especialistas em biologia marinha de Portugal e Europa. É o guia europeu de biodiversidade marinha mais actual e o único de bolso elaborado em Portugal.
Escrito em 5 línguas: português, espanhol, francês, alemão e inglês.


Maior Parque Marinho do Mundo

A Austrália vai ter o maior Parque Marinho do Mundo para a conservação de uma vasta área de recifes de coral.


A Austrália anunciou a criação de uma gigantesco  Parque Marinho com o objectivo de conservar a vasta área de corais na sua costa Nordeste. Este parque terá o tamanho da Alemanha e França juntas, sendo um local com um importante património piscícola, diversificados complexos de recifes de coral, habitat de tartaruga-verde, zona de nidificação de aves marinhas e mesmo de destroços de navios afundados em batalhas ocorridas em 1942.

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As autoridades australianas estão ainda a ultimar a versão final dos limites do que será o maior parque marinho do Mundo.

Fonte: Naturlink

Há dias assim


Hoje o dia não começou bem, bem. Foi dia de funeral dum familiar duma amiga que muito adoro. Estivemos lá todos a apoia la o mais que podíamos. Não é um assunto que eu queira descrever mais aqui. Mas a seguir para desanuviarmos e como íamos várias pessoas de boleia no mesmo carro, fomos até à praia, da Cabana do Pescador. 



Uma amiga minha tirou as botas e as meias e desafiou nos a fazer o mesmo. O dia era de sol e a temperatura estava óptima apesar de estarmos em Novembro. Descalcei-me também e foi das melhores coisas que fiz. Adorei. A areia nos pés, a água estava quente. Adorei mesmo. E ainda tive direito a elogios aos meus pés. Ahah lol

 

Ainda vi esta medusa que não pude não tirar foto. Adorei, achei-a linda. Parecem seres de outro mundo.

Tartaruga careta só atinge maturidade aos 45 anos

De acordo com um novo estudo publicado na revista Functional Ecology, as tartarugas–careta só começam a pôr ovos após os 45 anos. Anteriormente não existia consenso na idade de início da postura de ovos cujas estimativas variavam entre os 10 e 35 anos. Estes novos dados mostram que as tartarugas são menos resilientes do que se pensava o que têm implicações nos esforços de conservação.

Graeme Hays, um dos autores do estudo, explicou que é extremamente difícil seguir o ciclo de vida de uma tartaruga marinha pois é muito difícil localizá-las e segui-las visto que viajam milhares de quilómetros no oceano, passando a maior do tempo debaixo de água. “Portanto, as estimativas anteriores da idade em que atingiam a maturidade variavam entre 10 a 35 anos. Era impossível obter um consenso.”

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Neste estudo, publicado na revista Functional Ecology, os investigadores examinaram a dimensão das crias de tartaruga num local de nidificação na Florida e quando chegaram aos Açores, após uma viagem de 450 dias pelo Oceânico Atlântico. Através da comparação destes dados a equipa estabeleceu a taxa de crescimento da tartaruga-careta.

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Com base nas medições de tartarugas-careta que nidificam recolhidas em diferentes locais foi possível verificar que esta espécie só atinge a maturidade após os 45 anos.

“Quanto mais tempo um animal levar a alcançar a maturidade, mais vulnerável é a população a causas de mortalidade [provocadas pelo Homem]”, refere Hays. Este professor explica que há uma maior probabilidade de uma tartaruga ficar presa numa rede ou apanhada acidentalmente antes de se ter reproduzido.


Bryan Wallace, o conselheiro científico da Conservation International's Sea Turtle Flagship Program referiu que saber quanto tempo as tartarugas levam a crescerem dá-nos “uma melhor ideia de como os esforços de conservação devem ser mantidos nas praias onde nidificam antes de podermos ver alguns resultados." Estas estimativas reforçam que os animais como as tartarugas marinhas demoram muito tempo a recuperar de um declínio populacional devido a causas humanas.

“Os esforços de conservação devem ser adequadamente orientados para lidar com as ameaças mais importantes e devem ser mantidos por décadas para garantir o sucesso.”

Fonte: Naturlink